terça-feira, 28 de junho de 2011

As palavras

As palavras que ficam por dizer doem
junto com o ardor das lágrimas que ficam por chorar
num nó que aperta a garganta até ao sufoco.


Passeiam-se os fantasmas
bamboleando-se
como se corpos fossem
alheios à verdade.


Mas que sejam sonoras as gargalhadas atabalhoadas da mágoa
porque rio de mim
no meu modo desajeitado
rio na cara da vida enquanto o ar não me faltar.


Sou um corpo
e muito mais que isso
não vivo presa
no sufoco da apatia
de um corpo sem fantasia

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