As palavras que ficam por dizer doem
junto com o ardor das lágrimas que ficam por chorar
num nó que aperta a garganta até ao sufoco.
Passeiam-se os fantasmas
bamboleando-se
como se corpos fossem
alheios à verdade.
Mas que sejam sonoras as gargalhadas atabalhoadas da mágoa
porque rio de mim
no meu modo desajeitado
rio na cara da vida enquanto o ar não me faltar.
Sou um corpo
e muito mais que isso
não vivo presa
no sufoco da apatia
de um corpo sem fantasia
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