As palavras que ficam por dizer doem
junto com o ardor das lágrimas que ficam por chorar
num nó que aperta a garganta até ao sufoco.
Passeiam-se os fantasmas
bamboleando-se
como se corpos fossem
alheios à verdade.
Mas que sejam sonoras as gargalhadas atabalhoadas da mágoa
porque rio de mim
no meu modo desajeitado
rio na cara da vida enquanto o ar não me faltar.
Sou um corpo
e muito mais que isso
não vivo presa
no sufoco da apatia
de um corpo sem fantasia
O tempo não pára, a vida corre e não posso deixá-la escapar por entre os dedos de uma mão aberta... quero sentir o sabor dos sonhos, descobrir o cheiro das lágrimas e não perder a vontade de sorrir... Tenho tudo e quero muito mais.
terça-feira, 28 de junho de 2011
sábado, 25 de junho de 2011
Blogrito
Hoje apetece-me gritar, é assim quando a fúria cresce dentro de mim.
Por isso sento-me para escolher o balão que menos me agradar pois quanto menos gostar mais alivio e prazer me dará vê-lo rebentar. Escolho o menos brilhante, é tão baço que chega a ser mortiço... Encho os pulmões o mais que posso e sopro todo o meu grito para dentro dele, e quando acabo está inchado, bastante, como se quer.
Solto aqui o meu me blogrito que rebentará junto com o balão mais apagado
...
BOOOOOOMMMMMMMMMM
sexta-feira, 24 de junho de 2011
Sou como o vento
Carta à Opressão
Sou como o vento, quer queiras quer não
E quando pensas que já sabes, dessa vez te enganas
Sou como o vento, sigo o cheiro que me tenta
Toda a minha curiosidade tem sede de saber
Sou como o vento, nas costas de um camaleão
Tenho todo um arco-íris só na palma de uma mão
Sou como o vento, não me canço de vencer
Por mais que corras não me apanhas
Porque eu não gosto de perder.
Posso voar à tua volta vezes sem conta
(Se não me agarrares)
Posso chegar alto sem precisar de asas
Se estiver viva a imaginação
E solta a liberdade
Não me prendas
Porque eu sou como o vento.
quinta-feira, 16 de junho de 2011
'Divagar que tenho pressa'
Três anos se passaram desde aquele voo da Easyjet atrasado do fim de tarde para a noite, da chegada ao Hotel nos arredores do aeroporto dos arredores da cidade, com a casa às costas, depois de o cansaço ter esgotado a paciência para sorrir para a incompetência de agentes de emigração arrogantes e carrancudos.
Muitas mudanças e novidades se têm desde então atravessado nas nossas vidas, e se por vezes a jornada parece ter um sabor amargo, é doce o sabor de cada vitória e recompensadora a sensação do acumular de conhecimento.
Indubitávelmente são muitas as saudades que sinto todos os dias. Sinto falta do carinho da minha mãe, da animação do meu pai e da cumplicidade do meu irmão, como seria bom te-los à minha volta. Queria isso e o calor das amizades, estalar um dedo, desintegrar o tempo e desvanecer o espaço, ultrapassar a melancolia de recordar as cores e os cheiros, os sons e os sabores, queria a lua e o sol.
Mas deixo-me de divagar que tenho pressa! E porque tenho no calor dos abraços e no doce dos beijos do meu marido o conforto de estar cá; no olhar doce e nas gargalhadas alegres das minhas garotinhas a energia de continuar a explorar, sabendo que todos os dias algo de bom acontecerá; e no orgulho de ser bem sucedida num curso que representa mais um bocadinho de mim a realização de perseguir o que gosto e que me continua a empurrar para querer mais de mim.
Continuamos a ser nós mas chegamos diferentes. Eramos nós, um amor e uma aventura; agora somos Nós, o amor e a vida.
Aprendi coisas com que nunca tinha sonhado, vi coisas que jamais teria esperado, aprendi qual o verdadeiro significado de multicultural. Conheci pessoas diferentes, outras culturas, ouvi e aprendi algumas palavras em muitas outras linguas, algumas que confesso que antes nem sabia que existiam. Passamos por diversas experiencias de vida que apesar de não nos definirem por completo foram contribuindo para nos moldar, e continuamos a ver a nossa viagem sempre a melhorar. Seguimos a nossa natureza humana, somos ambiciosos, queremos sempre mais e assim desenhamos a evolução da nossa história.
Não é nem tem sido fácil, mas vale cada lágrima derramada, isto que é a vida. E por entre as brumas da memória, para a frente e para trás, não há afinal qualquer atraso!
terça-feira, 7 de junho de 2011
Errar é preciso
Tristezas não pagam dividas mas por vezes preciso sentir-me fraca, fazer uma pausa, reiniciar e assimilar que quem não deve não teme. Reciclar as lágrimas e decidir quanta felicidade quero abraçar.
Faz-me falta errar para relembrar que sou humana. E a cada erro, a cada relance à minha condição humana reforça-se a certeza de não almejar a perfeição.
Quero continuar a ficar sem palavras, só para que possa ter o prazer de saborear a grandeza das coisas especiais.
Quero conservar o meu calor, não poderia aceitar tornar-me fria e fazer de conta que as feridas não doem.
Quero passar pela vida, recuso sentar-me no banco do conformismo a vê-la passar por mim.
Não quero perder a coragem de ser diferente, mesmo se uma lágrima salgar o meu sorriso. Só sendo única posso ser eu, e não quero ser outra.
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