terça-feira, 22 de março de 2011

Passam-se os dias

Por vezes passo um mês a contar os dias que faltam, mas quando o dia chega nem se dá ao trabalho de se arrastar por mais um pouco em consideração à minha ânsia. Não. Vai passando, arranca uns sorrisos aqui, toca umas gargalhadas ali, rearranja as memórias, espicaça os pensamentos, e nos entretantos do momento... já se passou! É assim que se fazem as histórias das vidas.

Quero ser alguém: plantar uma árvore (já plantei, mas quero plantar mais), ter um filho (done) e escrever um livro. Mas não quero passar o tempo a contar os dias... quero passar a vida a senti-los.

E sinto e sinto e sinto... é o cansaço prazeiroso de quem corre por gosto... tantas coisas passam por mim, umas param, outras não, tantas coisas me cruzam, tantas coisas me passam ao lado, tanta coisas, tantas. Umas interessam-me outras não. Em algumas volto a pensar, outras nem as chego a notar. Mas muito se passa, mesmo sem ninguém esperar.



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