quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Super Poder

Sonhei no outro dia
Que um super poder
Sem dúvida eu teria,
Mestre do espaço e do tempo
Qualquer vilão me irá temer,
Pois com o mal não me contento.

Qual Hiro Nakamura
Num franzir de sobrolho
Pra qualquer lugar ou época poderei viajar
Pararei qualquer trambolho
Que com o mundo queira acabar.

Mas a amizade irei prezar
A minha alma continuará pura
Não é um mero poder
Que me vai corromper
E mais tempo terei para a minha leitura!

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Animagus

Foi aberto o livro dos segredos
E não é informação obsoleta
Nenhum mágico ou druida ficará indiferente
Perante tal revelação
De que por vezes sou uma borboleta.

Sobrevoo esta terra de inconstância
Sob o céu da incerteza
Levo uma mensagem de esperança
Esvoaço graciosa e cheia de leveza
Neste mundo em constante mudança.

No meu corpo está guardada
A imortalidade de cada alma renovada
Neste ser sem maldade
Se espalham as cores da memória
Na lembrança de cada pedaço de eternidade.

Sim, sou borboleta, uma bruxa sem varinha
Animagus coitadinha
No regresso desse voo desamparado
Aterro no meu quarto
E descubro que continua desarrumado.

domingo, 4 de setembro de 2011

Acreditas?

Quando uma desmesurada volúpia de parecer intelectual se instala confortavelmente no recôndito subconsciente de um ser, uma agonizante falta de identidade apodera-se de uma personalidade instável, está dito.

Não sei se me sinta irritada, preocupada ou intrigada, não sei mesmo se não deveria apenas manter-me indiferente, mas se cheguei aqui agora é porque falhei na tarefa da indiferença e não posso mais ficar calada.

A verdade das coisas pode não residir na busca da felicidade por um caminho enfeitado de canteiros de flores, mas mais dificilmente ainda se encontrará na ausência de personalidade, ou na substituição dessa por uma crença ilusória.

Se defendo uma causa com unhas e dentes é porque acredito nela, essa causa em nada ganha se me tiver por modas, por rebeldia ou qualquer outro catalisante. Quem dá a cara por uma luta sem ser um verdadeiro guerreiro não passa de um infiltrado que com mais ou menos vontade tudo o que fará é desonrá-la.

Não posso assistir impavidamente de sorriso silencioso nos lábios ao esvaziar de seres, ao minar da nobreza das causas, ao ridicularizar das lutas de quem as sente. Luta com tudo o que tens por aquilo em que acreditas e abandona o campo em que se lutam as batalhas que não são as tuas. Não tornes de motivo desprovido o que aos outros dá sentido.

Quem acredita em tudo em nada crê.