sábado, 14 de abril de 2012

Hoje não desenhamos nem pintamos e nem brincamos com as digitintas, não lemos os mesmos livros nem vimos os mesmos filmes...

Hoje fizemos:

  • Música com palmas e 'sapateado'.
  • Semeamos sementinhas de 'girassol gigante'... Tivemos sorrisos e gargalhadas, curiosidade e coragem para sujar as mãos (a Iara não costuma ser muito fã). E muitas lágrimas... da Wendy quando eu achei que a quantidade de terra na boca já era suficiente, da Iara porque as flores não apareceram. Foi um sucesso! 




quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Gripe da alegria

Vêm como chuva miudinha
Arrastados pelo vento
Os pingos de tinta
Que dão alento,
Salpicados no papel tingido
Por suspiros da alma.

No despertar de uma sonolência dormente
Qual truque de magia,
Arrasta-se o intratável vírus
Arrancando de mim
Espirros de alegria
E o sorriso convincente
De quem sabe
Que amanhã
É mais um dia.

                                                                        Mya Dreamer
Sorriso desfingido

Quando a força parece fugir
O segredo de vencer
Está na arte de sorrir.

Quando rebenta a paleta de sons
Numa gargalhada cheia de cor
O mistério dos sentidos
É toda a arte
Num reflexo de amor.

E na sombra de mim
Como uma explosão
Como o fogo de artificio da alma
Se espalha toda a arte
Que se concentra
Na arte de existir
Sem que o poeta mais precise de fingir.

                                                                        Mya Dreamer

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Super Poder

Sonhei no outro dia
Que um super poder
Sem dúvida eu teria,
Mestre do espaço e do tempo
Qualquer vilão me irá temer,
Pois com o mal não me contento.

Qual Hiro Nakamura
Num franzir de sobrolho
Pra qualquer lugar ou época poderei viajar
Pararei qualquer trambolho
Que com o mundo queira acabar.

Mas a amizade irei prezar
A minha alma continuará pura
Não é um mero poder
Que me vai corromper
E mais tempo terei para a minha leitura!

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Animagus

Foi aberto o livro dos segredos
E não é informação obsoleta
Nenhum mágico ou druida ficará indiferente
Perante tal revelação
De que por vezes sou uma borboleta.

Sobrevoo esta terra de inconstância
Sob o céu da incerteza
Levo uma mensagem de esperança
Esvoaço graciosa e cheia de leveza
Neste mundo em constante mudança.

No meu corpo está guardada
A imortalidade de cada alma renovada
Neste ser sem maldade
Se espalham as cores da memória
Na lembrança de cada pedaço de eternidade.

Sim, sou borboleta, uma bruxa sem varinha
Animagus coitadinha
No regresso desse voo desamparado
Aterro no meu quarto
E descubro que continua desarrumado.

domingo, 4 de setembro de 2011

Acreditas?

Quando uma desmesurada volúpia de parecer intelectual se instala confortavelmente no recôndito subconsciente de um ser, uma agonizante falta de identidade apodera-se de uma personalidade instável, está dito.

Não sei se me sinta irritada, preocupada ou intrigada, não sei mesmo se não deveria apenas manter-me indiferente, mas se cheguei aqui agora é porque falhei na tarefa da indiferença e não posso mais ficar calada.

A verdade das coisas pode não residir na busca da felicidade por um caminho enfeitado de canteiros de flores, mas mais dificilmente ainda se encontrará na ausência de personalidade, ou na substituição dessa por uma crença ilusória.

Se defendo uma causa com unhas e dentes é porque acredito nela, essa causa em nada ganha se me tiver por modas, por rebeldia ou qualquer outro catalisante. Quem dá a cara por uma luta sem ser um verdadeiro guerreiro não passa de um infiltrado que com mais ou menos vontade tudo o que fará é desonrá-la.

Não posso assistir impavidamente de sorriso silencioso nos lábios ao esvaziar de seres, ao minar da nobreza das causas, ao ridicularizar das lutas de quem as sente. Luta com tudo o que tens por aquilo em que acreditas e abandona o campo em que se lutam as batalhas que não são as tuas. Não tornes de motivo desprovido o que aos outros dá sentido.

Quem acredita em tudo em nada crê.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Imortal eternidade

Sorrio para a ventura
De ser imortal
Terei tempo, muito tempo
Todas as flores vou cheirar
Todas as cores pintar.
Terei tempo, muito tempo
Mil carinhos vou trocar
Não me cansarei de experimentar.
Terei tempo, muito tempo
Poderei sentir a ternura
E viver a aventura.

Mas choro a dor,
Choro as lágrimas da eternidade.
Terei tempo, demasiado tempo
Todas as flores irão secar,
O mundo não parará de mudar.
Terei tempo, demasiado tempo
Os que me são queridos irão partir,
Da tristeza para a amargura.
Terei tempo, demasiado tempo
As memórias vão me aprisionar,
As recordações vão ficar
E a falta de ar não conseguirá me sufocar.